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EDIÇÃO DE DOMINGO , 01 DE MARÇO DE 2009
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é ver que, hoje, conseguimos evoluir para outras ferramentas, acompanhan do a modernidade. Criamos os produ tos da AACD, como os cartões de Natal, buscamos patrocínio das empresas, lançamos o Teleton e atualmente, contamos com outros recursos que sustentam a busca pelos investimentos. Tudo<br>isso gerou resultados excelentes que contribuíram para o crescimento da AACD no Brasil. Que projeto da atual diretoria o senhor destaca na evolução pela busca desses recursos? Um grande projeto que foi concretizado e estruturado, por exemplo, é o Hiper card. Ele já existia na diretoria<br>anterior, mas houve problemas com essa parce ria. Quase perdemos esse recurso. Com a nova gestão, unimos esforços e volta mos com o projeto, muito mais forte que o anterior. No ano passado consegui mos arrecadar mais de R$ 2 milhões, distribuídos em todo o país. Temos unidades que já são<br>auto-sustentáveis graças ao produto. O dinheiro arrecada do não é do Hipercard, que é um grande parceiro, mas da população, que utiliza o cartão e doa R$ 1 para a AACD. Conseguir patrocínio e angariar fundos para a AACD é ainda um desafio? Somos respeitados, temos credibilidade em todos os<br>setores, mas sempre precisamos de recursos. É necessário diminuir as filas das consultas compos tas por 37 mil pessoas. Para isso preci samos de parceiros. Sempre é um desa fio conquistar apoiadores para o cresci mento do nosso serviço e para o bem desse público que necessita da AACD. Além desse<br>objetivo, há algo que o senhor idealiza dentro da AACD? Sim, a profissionalização da equipe. Temos um corpo clínico altamente especializado, colaboradores comprometi dos, uma equipe de profissionais que nos atende. Precisamos dar conta disso e 4 Os valores e a tradição da família, sempre<br>envolvida com o terceiro setor, foram um marco para Luiz Eduardo Reis de Magalhães. Há 10 anos na AACD, atual vice-presidente da entidade, ele diz que herdou do pai um grande exemplo: incentivar e reco nhecer o esforço e o apoio de todos em prol desse setor. Magalhães conta sua trajetória e<br>fala sobre os desafios que foram conquistados e metas que ainda serão alcançadas pela AACD. Como foi ingressar na entidade? Não tive como escapar. Meu pai foi um dos fundadores da AACD. Minha família sempre atuou no terceiro setor. Tenho essa vocação e admiro esse trabalho. Tenho orgulho de<br>estar na entidade. Comecei como conselheiro há 10 anos e fico honrado por fazer parte de um time de grandes pessoas, renomadas e expres sivas no país, unidas num único ideal, pelo bem do deficiente físico. Desde a fundação, como o senhor avalia o progresso da instituição? Brilhante. Na década<br>de 50, por exem plo, Renato Bonfim estendia um lençol branco na Rua XV de Novembro, em São Paulo, junto às crianças deficientes e ficava esperando as arrecadações. Ele viajava para outros locais do Brasil em busca de ajuda. Lembrar desse episódio profissionalizar esse time. Temos que crescer<br>nessa área para que no futuro possamos ser referência para os prêmios de ?melhor empresa para se trabalhar?. Tenho esse desejo. O Brasil está preparado para ?rece ber? o deficiente físico? Evoluímos muito, principalmente o Estado de São Paulo. Hoje, já temos uma secretaria para portadores de<br>deficiên cia, encontramos locais adequados para o deficiente nas ruas, shoppings e trans portes, por exemplo. Mas precisamos amadurecer mais essa questão no país. A AACD contribuiu para essa evolução? Com certeza. Nossas campanhas, ações e valores têm credibilidade no país e movimenta a<br>população. Somos referên cia no Brasil em terceiro setor. Precisamos ampliar nosso trabalho para outros merca dos, divulgando mundialmente nossos conceitos e valores. Estruturamos a AACD no Brasil, agora chegou a vez de mostrar para outros países o nosso modelo. Qual mensagem o senhor deixa <br>para o AACD Hoje? Primeiro quero agradecer. Sou chato com isso, cobro nosso agradecimento. Se não fossem nossos parceiros, não chegaríamos onde estamos. Também quero dizer aos conselheiros, aos nossos voluntários que muitas vezes argumen tam que não têm como ajudar, que não sabem onde podem<br>contribuir. Sempre digo que no começo é assim, não sabe mos direito nossa parcela dentro da entidade, não conhecemos ao certo a diretoria. Mas ressalto que sempre há algo a fazer. Dou um exemplo: quer contribuir? Ande com um catálogo dos nossos cartões de natal. Mostre na empresa do filho, do<br>amigo. Lembre ao empresário que ele pode ajudar a entidade comprando os cartões ou direcionando parte do imposto de renda para o projeto Fundo Pró-Infãncia da AACD. São pequenas coisas que fazem a diferença na instituição. Bate - Papo com o Vice-Presidente da AACD Luiz Eduardo Reis de<br>Magalhães vice-presidente da AACD

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