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EDIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA , 01 DE JUNHO DE 2009
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www.aacd.org.br Edição n° 29 Junho/2009 - Informativo trimestral da Associação de Assistência à Criança Deficiente ? Retratos da Nossa Vida........................................1 ? AACD renova parceria com Deloitte ....................2 ? Times de futebol apoiam a AACD.........................2<br>? Programa Jovem Aprendiz....................................3 1 Índice RETRATOS DA NOSSA VIDA ? Congresso internacional.......................................3 ? Empresas que patrocinam o jornal........................3 ? Bate - Papo..........................................................4 ?<br>SIMINCO............................................................5 ? Doação Lacta........................................................5 ? Visitas na Instituição...............................................6 ? Unidades............................................................ 7 ? Como<br>ajudar........................................................8 Times de futebol apoiam a AACD Programa Jovem Aprendiz São Paulo (Ibirapuera, Mooca, Osasco e São José do Rio Preto), Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina Marcelo Yuka, ex- baterista do<br>grupo O Rappa, vítima de ferimento a bala no ano de 2000. Fo tógrafo - José Cruz - Agência Brasil Pesquisa realizada pela AACD em 2008 revela que armas de fogo são uma das principais causas de paraplegia e tetraplegia, só perdendo para acidentes de trânsito. Dentro desse contexto está o músico<br>Marcelo Fontes do Nascimento, o Marcelo Yuka, ex-baterista do grupo O Rappa, 43 anos, vítima de ferimento por arma de fogo. No ano de 2000, Yuka teve uma lesão parcial na medula que o deixou para plégico depois de levar seis tiros ao tentar escapar de bandidos que assalta vam outro motorista na<br>Tijuca, Rio de Janeiro. Ele passou por quatro opera ções e centenas de horas de fisiotera pia. Sua visibilidade fez com que fosse chamado de herói, adjetivo que se nega a receber. ?Não sou forte e não vou segurar essa coisa de que sou um exem plo. Sou uma pessoa que só encontrou algumas formas<br>de continuar em frente de uma maneira mais feliz?, diz. ?Quero desconstruir um certo mito que está nas minhas costas. Não sou forte porque sou famoso. Tem gente muito mais corajosa do que eu. Essa é uma grande verdade?, defende Yuka para provar que sua fama como músico e compositor não<br>fizeram dele uma pessoa que estivesse em condi ção diferente dos que já foram vítimas de violência urbana. O ex-baterista do grupo O Rappa criou há dois anos a banda F.U.R.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organiza dos). Seu engajamento político, sua mente inteligente e sua língua afiada também<br>o fizeram criar uma ONG de mesmo nome. Yuka leva livros e sessões de cinema quinzenais aos detentos da carceragem de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com debates e apresentações musicais. ?Tenho ferramentas que me ajudam a superar o trauma e a dor. Uma delas é a meditação. Quando tomei os<br>tiros, apesar da debilidade física, minha mente foi a mais afetada. Se eu tivesse procurado a meditação antes teria feito os exercícios de forma mais aplicada, encarado a vida de uma maneira melhor e passado pelos momentos de depressão, que foram muitos, de maneira também diferente?,<br>completa. "O período que fui mais aplicado mudou minha vida. Fiquei mais positivo, entendi que posso ser feliz na cadeira de rodas, fiquei mais próximo de Deus?. O recado do músico para quem está se recuperando é a mesmo que está regis trado na partitura que rege a linha melódica de sua vida:<br>produzir, fazer a diferença e ser útil. ?Estou terminando meu disco que diz que ?O Melhor Está por Vir?, que está previsto para ser lançado no mês de julho. Em 2005 meu discurso era outro. Lembrava a violência da qual fui vítima. Hoje, sou uma pessoa melhor, mais positiva?. Yuka reforça que o<br>deficiente não deve se acostumar com a situação de cadei rante, mas de cidadão com direitos que precisam ser preservados. ?A Constitui ção Federal é linda em relação a isso, mas a matéria não é ensinada nas escolas. Na Faculdade de Arquitetura, a questão da acessibilidade é colocada de maneira<br>mínima. Até os arquitetos famosos pensaram muito pouco na inclusão dos deficientes físicos. Produ ção e busca por direitos não só dos deficientes físicos, mas do cidadão comum faz sair do gueto, faz mostrar quem são os 25 milhões de brasileiros. A forma como nos comportamos é a que nos faz<br>viver melhor?, finaliza Marcelo Yuka. Pr

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