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EDIÇÃO DE TERÇA-FEIRA , 15 DE DEZEMBRO DE 2009
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2 RETRATOS DA NOSSA VIDA Georgette Vidor Mello. Mulher das artes corporais. É difícil descrever exatamente quem e o que Georgette Vidor Mello é e faz. Aluna de ballet clássico durante oito anos, o início de sua carreira foi aos 15 anos, quando seu professor, percebendo seu dom para dar aulas e<br>sua falta de futuro como dançarina, lhe ofereceu a primeira turma da escolinha de ginásti ca artística. Carioca, se licenciou em Educação Física pela UFRJ e, desde então, construiu um currículo com uma coleção invejável de títulos, conquistan do campeonatos estaduais, nacionais e <br>internacionais como, Copas do Mundo e Jogos Panamericanos e Olímpicos. Mulher de sonhos altos, aos 19 anos, estudou francês, dança e ginástica na França, quando foi contratada pelo Flamengo e iniciou uma carreira de várias vitórias na ginástica artística. Georgette conciliou as carreiras de <br>técnica e de árbitra até 1997 quando, uma ?falha? do destino, fez com que sofresse um acidente. O ônibus em que viajava com sua equipe foi surpreendi do por um caminhão, que vinha na pista contrária na Via Dutra, perto de Guarulhos. ?Eu estava viajando com a delegação do Flamengo para competir<br>em Curitiba. A Dutra ainda não tinha o muro que divide as duas pistas e, um caminhão no sentido contrário, atraves sou a pista e bateu no nosso ônibus. Era maio de 1997. Passei por uma cirurgia que durou 11 horas, pois tive três coste las quebradas, um derrame pleural, duas vértebras destruídas<br>e, lógico, a lesão da medula. Minha lesão é comple ta, na região T7 e T8", conta Georgette. O acidente a deixou paraplégica, ou seja, além do trauma pessoal, de vida, esse seria o final de uma carreira fabulosa como treinadora. Enganou-se quem pensou assim. Exem plo de superação, Georgette<br>surpreen deu aqueles que a condenaram e fez da reviravolta em sua vida, motivo de maior empenho e dedicação. "Voltei ao ginásio um mês após o acidente, três vezes por semana,  escondida, pois estava internada na Associação Brasilei ra Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro. Mas<br>meu médico achou que isso poderia me fazer bem.  Quatro meses depois já estava direto no ginásio?, conta. E não parou por aí. Se, em algum momento Georgette pensou em desis tir, a resposta dela é incisiva. "Não tinha essa possibilidade, a não ser que optas se por ter uma vida horrível. O pior já<br>tinha acontecido, eu tinha que tentar melhorar o que de terrível tinha se passa do e fui à luta. Os amigos foram muito importantes e o que o esporte me ensinou a vida toda: a SUPERAÇÃO. Foi o que sempre ensinei para minhas ginastas e foi o que eu usei para mim", diz. Superação, esperança,<br>força de vontade são essen ciais às pessoas que sofrem traumas semelhantes. Mas nem tudo é fácil e só quem vive situações parecidas sente essa dificuldade na pele. A adaptação, o relacionamento social, as dificuldades de locomoção são apenas detalhes da enorme transformação que acomete a vida<br>de um deficiente físico, mas sempre há onde encontrar momentos de confor to. "É difícil ter que depender de alguém, não ter controle das necessidades fisioló gicas, estar sempre atento com isso, é tudo muito chato. Mas passa. Toda a dor passa e o tempo cura todas as tristezas. O negócio é ter<br>coragem e não ficar se lamentando, pois essa atitude não vai fazer você andar outra vez. Tem que aceitar a nova realidade e tentar ser o mais feliz possível na nova vida?, diz. Para os que não têm coragem de enfren tar a vida, Georgette pode ser um exem plo. O importante, conta ela, é não <br>procurar motivos para sofrer e, simples mente, aceitar e encontrar um caminho para ser feliz. "É uma barra! Não só para a pessoa, mas também para sua família. Se não tiver carinho nessa hora, fica muito difícil. Todos tem que se ajudar. A pessoa que sofreu o trauma e os familiares. Nós damos<br>muito trabalho. Mas quem ama, suporta. Tenho um marido que é um amor. Uma mãe maravilhosa e amigos que me fazem esquecer a cadeira?, conclui. PRESENÇA DA AACD EM GRANDES EVENTOS A AACD e o Hospital Abreu Sodré são presenças garantidas nos principais eventos de ortopedia e reabilitação do país,<br>como a 41ª edição do Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (CBOT), maior evento da especialidade na América Latina, realizado pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) que aconteceu entre os dias 31 de outubro à 2 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ), com<br>estimativa de 7.500 pessoas participantes. A AACD foi representada por um grupo de médicos, de várias unidades da instituição, na qualidade de congressis tas. O superintendente técnico do Hospital Abreu Sodré, Dr. Antonio Carlos Fernandes, participou da Mesa Redonda sobre doenças neuromuscula<br>res, além de ministrar a palestra sobre ?Protetização nas amputações parciais do Pé?. "Além dessas participações, estivemos com um estande institucional para divulgar nossos produtos ortopédi cos, o Hospital Abreu Sodré, os Centros de Reabilitação e as formas de colabo rar com a instituição.<br>?afirma. O objetivo é fazer com que essas áreas e, principalmente o Hospital se consolide ainda mais no segmento, estreitando relacionamento com o público do evento. Paralelamente ao CBOT, ações conjuntas na divulgação de eventos ortopédicos também ocorrem entre a AACD e a SBOT como a<br>parceria com a Sociedade Brasileira da Cirurgia do Quadril-Regional São Paulo que passa a utilizar o anfiteatro da AACD em suas reuniões científicas.

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