4 BATE PAPO - CARLOS ROBERTO ORTIZ NASCIMENTO APO - CARLOS Vice-presidente voluntário da AACD, Carlos Roberto Ortiz Nascimento está na instituição há quase 18 anos e é o nosso entrevistado desta edição. 1-) Qual sua trajetória profissional fora da AACD e em que ramo você atua? Sou<br>economista de formação. Estudei Administração na Thunderbird, nos EUA, fiz cursos em Oxford e Harvard e estudei na Suíça e Japão. Fiz uma carreira em banco de investimentos, e tive como responsabilidade a criação, planeja mento e desenvolvimento de diversas empresas atuando em diferentes<br>setores. Atualmente atuo em negócios na Agroindústria, no ramo Imobiliário e com uma pequena empresa de consul toria em fusões e aquisições. Fui membro do board mundial de uma organização, a YPO - Young President?s Organization e ainda sou diretor da WPO. Outras experiências como Con<br>selheiro do Masp , do Funbio, do Conse lho Nacional de Turismo, do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo) e da Conservation International, que é uma das principais organizações na área de conservação em nível mundial me trouxeram conhecimento que em parte posso repassar para a AACD. 2-)<br>Há quanto tempo atua na AACD e como foi seu ingresso? Entrei em 1992 a convite do Dr. Clóvis Scripilliti e do Dr. Roberto Sodré, meus padrinhos como conselheiro da AACD. Carlos Roberto Ortiz Nascimento. Este ano, fui convidado para assumir a vice-presidência voluntária. Estou há quase 18<br>anos. Entre as áreas da qual fui diretor, a última foi de Captação de Recursos, na qual implantei o conceito de utilização de incentivos fiscais, coincidindo com o crescimento do Fundo Pró-Infância. 3-) Quais os benefícios que sua atividade voluntária na AACD causa na sua vida pessoal e<br>profissional? Aqui aprendo muito e enxergo as dificul dades do ser humano, independente de ele ter ou não alguma deficiência. Vemos isso a toda hora e aprendemos como cada um consegue levar a vida de acordo com suas próprias limitações. O interessante da AACD é procurar estimu lar aquilo que<br>cada um tem de bom. Aqui quanto mais você colabora, mais você ganha. Sem contar outros ganhos, como ver os resultados do seu conheci mento, da sua iniciativa, do seu relacio namento na organização ajudando, não uma, mas milhares de pessoas. 4-) Quais os principais desafios em ajudar a<br>administrar uma entidade mantida por doações e voluntariado? O principal desafio é ajudar a adequar o orçamento às necessidades, que são cada vez maiores, ao número de pesso as que precisam ser assistidas. Do ponto de vista da organização, do corpo médico e clínico, é ter uma instituição que<br>seja referência na área de reabilitação e em suas especialida des. Então, a proposta é continuarmos a ser bem vistos pelo setor, tanto clínico, médico e científico, quanto pelo público em geral. 5-) Quais as principais dificuldades que a AACD vive hoje e quais os projetos desenvolvidos para<br>suprir essas dificuldades? O Centro de Reabilitação, que na verdade representa mais de 40% dos atendimentos anuais deve ser visto como um grande projeto em desenvolvi mento. Além disso vejo o Hospital Abreu Sodré como um centro de excelência na área de ortopedia e possivelmente reumatologia<br>no futuro; o sucesso do hospital pode nos ajudar na manuten ção do Centro de Reabilitação que nos é oneroso pelo seu modelo. 6-) O que as pessoas podem fazer para doar à AACD? Existem duas formas básicas de contri buir. Primeiro é trabalhar para a AACD, seja como voluntário, seja no desenvol<br>vimento de novos centros de reabilita ção, além de divulgar a instituição, doar o seu trabalho. A outra forma é fazer doações, via campanhas de captação que a AACD criou, que vão desde os cofrinhos da Corrente do Bem, até os produtos financeiros, doando através do uso de cartão de crédito,<br>como é o caso da Hipercard, programas de fidelidade, ou o direcionamento de parte do seu imposto de renda ou da sua empresa, para o Fundo Pró-Infância. Existem infinidades de maneiras para colaborar. Isso é algo que vai depen der de cada um. 7-) Que mensagem você dá a todos os atuais e<br>futuros mantenedores da AACD? Eu trabalhei com várias gestões e com vários grupos de voluntários e médicos. São essas pessoas que colaboram e seus pacientes que formam a AACD. Ou seja, nós estamos falando de gente. E, nesse contexto, é importante que, cada um cumpra o seu papel da melhor <br>forma possível, pois boa parte do nosso trabalho é voluntário e, por isso, as pessoas doam aquilo que podem doar, seja com o seu trabalho, com dinheiro ou apoio psicológico e emocional. 8-) Qual é o futuro da AACD? Nesses quase 60 anos da instituição, construímos um patrimônio que pode se<br>tornar mundial. Os trabalhos realiza dos e os artigos científicos podem ser utilizados para pesquisas e no desen volvimento de diferentes métodos, tanto no Brasil quanto no exterior. Esse conhecimento vale muito e temos que explorar cada vez mais e melhor. A área acadêmica é ainda pouco aborda<br>da, porém, os trabalhos de nossos médicos e terapeutas têm um imenso valor e podem oferecer mais apoio para a área científica. Eu vejo o futuro da AACD tomando um rumo também internacional. Cl Rb O N
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