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EDIÇÃO DE QUINTA-FEIRA , 29 DE JULHO DE 2010
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2 Nova Santa Rita 29/7 a 4 de Agosto de 2010 www.jornaldefato.com.br Circulação: Bissemanal - Terças e Quintas-feiras Tiragem: 3.000 exemplares em Nova Santa Rita - RS LOURENÇO GRAIZ - Diretor Superintendente e Editor LEANDRO PRADO - Jornalista - Repórter FLÁVIO PEREIRA - (Jornalista e Conselheiro<br> Editorial) Mtb Nº 3434 -Mt Tb/RS Impressão: Gráfica de O Pioneiro - Caxias do Sul - RS Redação - Composição - Diagramação: Equipe De Fato jornaldefato@terra.com.br lourencograiz@hotmail.com Nossos e-mails: Registrado sob o nº 589-RS Jornal fundado em 28.05.1997 Registrado no Cartório de Registros<br> Especiais de Nova Santa Rita sob nº 1 Livro B -1 Folha 01 Propriedade: MLGRAIZ & Cia Ltda CNPJ 08.934.680/0001.22 Insc. Estadual: Isento - Inscrição Municipal: nº 20130 SEDE: Avenida Santa Rita, 921 - Centro - Fone (51)3479.2359 Cel. (51)8405.2359 - CEP 92480-000 - Nova Santa Rita - RS Plantão<br> Policial Fala, bairros! Sanga Funda Professor Mendes Sugestões: odegarmendes@bol.com.br Fone 3479.2359 jornaldefato@terra.com.br Nossos pais eram monstros? Por Leandro Prado JOANA SILVA, 38 anos, dona de casa, mora em Morretes: ?Acho a o meu bairro inseguro. Não vejo policiais circulando<br> por aqui. Além da insegurança, o calçamento das vias são precárias e isso dificulta o acesso de quem circula por nossas ruas?. ROSENILVA FRANCO, 52 anos, dona de casa, mora no Caju: ?Adoro o meu bairro, só que há um grande descaso com o transporte público e com a saúde. O posto de saúde tem horários<br> restritos para atendimento e falta médicos. O transporte é muito lento o que dificulta em questão de horários a nossa saída de casa?. ANDRÉ FARINA, 32 anos, advogado, mora no Centro: ?Gosto da cidade e do bairro por ser calmo, tem pouca violência e isso gera tranqüilidade para quem reside aqui. Mas<br> em questão de lazer é complicado. Sempre busco essas opções em Canoas ou Porto Alegre, justamente pela cidade não oferecer nenhum um bar como opção a noite?. SILVIO GASPAR, 68 anos, aposentado, mora no bairro Floresta: ?Eu gosto do meu bairro embora esteja esquecido pela prefeitura. Lá não tem<br> asfalto, não tem abrigo de ônibus, o calça mento das ruas é péssimo e isso degrada a imagem do bairro?. MARLON CRISANTTO, 29 anos, agricultor, mora no Caju: ?Um problema generalizado são os vândalos. Eles vêm des truindo os patrimônios públicos e particulares. Lá no bairro, mui tos já picharão as<br> paredes das casas, e isso só está acontecendo por que falta policiamento nas ruas. Normalmente eles agem na madru gada e nesse horário é difícil alguém ver quem está fazendo isso?. ELIZA VENTURIM,32 anos, secretária, mora na Califórnia: ?Só venho para casa para dormir, e nos meus dias de folga que<br> fico por aqui, e o que vejo é uma cidade muito parada no tempo. Os políticos não investem em nada aqui no município. Falta opções de estudo, qualificação profissional, lazer, e até mes mo no comércio. Aqui é tudo muito restrito?. JOELMA ANTUNES, 53 anos, balconista, Centro: ?Acho que poucas coisas<br> deveriam melhorar aqui no bairro, como por exemplo, o transporte público que é demorado. Nos finais de se mana se leva mais de hora para conseguir chegar em Canoas. Além disso, o prefeito já deveria ter investido em um hospital, pois toda vez que dependemos de um, temos que ir até Canoas, isso não<br> pode ser assim?. VAGNER RAMOS, 21 anos, estudante, Califórnia: ?Meu problema é sempre o mesmo. Transporte público. Pelo fato dele ser precário, necessito sair com mais de uma hora de antecedência de casa para poder chegar no horário na minha aula em Canoas. Isso irrita a população, se perde muito<br> tempo por causa dos ônibus?. VANESSA BELWISKI, 17 anos, estudante, mora em Morretes: ?Eu gosto do bairro e da cidade por ser tranquilo mas em compensação, acho ela muito mal cuidada. As ruas do centro são tapadas de buracos, o asfalto é tão fino que qualquer chuva já abre umas crateras. Precisávamos<br> também de uma entrada mais bonita para nossa cidade, talvez um arco ao redor da santa seria uma opção?. JOSIMAR ALVARENGA, 42 anos, caminhoneiro, mora na Sanga Funda: ?A segurança pública do bairro é preocupante. Assim como eu, tem muitas famílias que se sentem inseguras. O policiamento deveria ser<br> reforçado. Outra questão preocupante principalmente para mim, é o asfalto. Ele é muito fino, tanto que qualquer chuva já abre buracos nas ruas o que dificulta o acesso a certos locais do bairro?. CÁTIA SANTOS, 36 anos, cabeleireira, mora no Centro: ?Eu gosto do bairro, gosto da cidade. Mas vejo que<br> falta investi mento na estrutura da cidade. Poderia haver uma melhoria na entra da da cidade recepcionando os turistas por exemplo. Poderiam melhorar o asfalto das ruas que é precário. São pequenos problemi nhas no meu modo de ver que fazem a diferença?. CHICO GOMES, 46 anos, motorista, mora na<br> Califórnia: ?Sinto necessidade de um supermercado aqui no município. Te mos vários mercadinhos, mas gostaria que viesse um supermerca do, como por exemplo, o BIG. Uma coisa que a minha filha reclama bastante por também não ter por aqui é um cinema, ela sempre vai aos finais de semana com a amigas<br> para Canoas para poder assistir um filme". Elogios, críticas, sugestões e comentários sobre seu bairro para essa coluna (totalmente gratuita) com a Redação através do fone 3479.2359 ou email: jornaldefato@terra.com.br MARIA TERESA, 39 anos, babá, mora na Sanga Funda: ?Gosto do meu bairro por ele ser<br> tranquilo, sem violência e bem organizado. Moro em uma rua que tem asfalto, passa ônibus e sempre tem algum policial vigiando. Isso faz com que eu ado re o meu bairro e não queira sair dele?. Por que eu gosto do meu bairro Uma pesquisa apontou recentemente que, cinqüenta e qua tro por cento dos<br> brasileiros não concordam com a lei, da palmada, aquela que em tese, punirá o pai ou mãe que der, mesmo que seja para educar, uma palmada no seu filho, outros trinta e tantos por centro concordam e o restante não opinou. De repente eu me senti um monstro, pois de imediato me inclui nos cinqüenta por<br> centro que aprovam a palmada como for ma de educação, então eu me penitenciei a rever meus conceitos, logo cheguei à conclusão que, se eu penso assim, estou elevando meu pai e minha mãe, também a condição de monstros. Mas não sou o único, pois a pesquisa mostrou que quase a totalidade do<br> entrevistado disseram que haviam "apanhado" de seus país, logo, de acordo com minha análise, vivemos desde os primórdios rodeados por monstros, ou não? Parece loucura o que eu vou falar, mas nem todo o "lasso" que eu e meus irmãos levamos da mãe e do pai, nos fez amá-los menos, mas certamente nos<br> manteve longe das esquinas, das más companhias e das drogas, olha que naquela época a única droga conhecida e temida por nossos pais era a maconha. Isso não quer dizer que, "dar lasso" ou "palmadas" seja a melhor forma para mostrar o certo ou o errado para nossos filhos, mas daí, deixar o estado<br> regular a maneira como se deve educá-los é no mínimo uma hipocrisia, pois ninguém precisaria punir os filhos com palmadas se, o estado cumprisse alguns deveres básicos e de sua exclusiva competência, como por exem plo, regular os lixões de programas de TV que fazem com que nossos filhos reproduzam<br> as inversões de valores que vemos todos os dias nas novelas, nos filmes, nos programas infantis e nas musicas. O Estado que nos regula é o mesmo que nos nega uma escola de qualidade, é o mesmo que finge que não vê milhares de crianças nos sinais de transito esmolando para comprar a maldita pedra, é<br> o mesmo que mantém em condições de miséria uma parcela significativa da população e por fim, é exatamente o mes mo que produziu milhões de analfabetos funcionais que mal sa bem falar, quem dirá entender Freud ou Vigotski para educar seus filhos aos moldes dos psicólogos sentados em seus gabinetes,<br> nas zonas nobres das cidades. Nossos pais eram monstros? Ou éramos nós que não nos permitíamos se quer levantar a vós para eles com a certeza que seriamos punidos por subverter a ordem natural da criatura frente aos seus criadores? Na incompetência do estado para punir os excessos pra ticados por<br> famílias perturbadas que, reproduz dentro dos seus lares toda violência que são submetidas nas ruas, ele interfere na coletividade colocando pais e mães nas mesmas condições dos psicopatas que espancam seus filhos com requinte de crueldade e maldade insana. Tenho certeza que não sou o dono da<br> verdade, nem tão pouco conseguirei agradar a todos naquilo que deveras escrevo, mas não posso de maneira alguma me tornar um hipócrita tam bém. Em fim o debate está lançado e cabe a nós discutirmos e refletirmos sobre o as sunto, antes que outra lei nos impeça tam bém de pensar. Tenham um bom...<br> Retenção de veículo Foi solicitado a agentes da Polícia Rodoviária Federal, que retirassem o automóvel Golf, cor azul, pois o mesmo estaria com pane mecânica e o condutor deixou no local e não veio buscá-lo, na rodovia km 434, além de estar com o licenciamento vencido. Expulsão Um homem que morou,<br> por vários anos, em uma casa da Central Leste, no loteamento popular, foi expulso da moradia por seu sobrinho, sem nenhuma explicação. Acidentes de trânsito Dois caminhões, uma caçamba e uma carreta, ao fazerem um retorno, próximo ao posto de combustível Buffon, caíram em um buraco na lateral da<br> pista, tendo que ser chamado um guindaste para a remoção de ambos. Um automóvel Celta, de cor branca, ao trafegar pela rodovia, quando freou, colidiu na traseira de um outro veículo que estava na frente, devido a pista molhada, causando danos materiais. A PRF atendeu uma ocorrência, na rodovia,<br> próximo ao Centro, em que um veículo Gol ao fazer uma manobra de cruzamento, colidiu na lateral do veículo Chevrolet Classic, cor Azul, provocando o capotamento. Ambos os veículos foram recolhidos ao depósito e uma pessoa teve de ser socorrida. Ameaças e agressões Um homem, residente no bairro Berto<br> Círio, está sendo ameaçado por sua companheira, sendo chamado entre outras coisas de cachorro, covarde e vagabundo. Em uma reunião entre amigos, em um estabelecimento localizado na Rua 20 de Março, Berto Círio, cinco pessoas foram agredidas fisicamente, por um grupo de arruaceiros que estavam<br> parados próximo ao local. Os agressores ainda danificaram um veículo, que estava estacionado, quebrando os vidros. Uma mulher, ao descer do ônibus, na Av. Getúlio Vargas, foi agredida pela atual companheira de seu ex-marido, caindo no chão e recebendo socos e chutes pelo corpo. Na Av. Santa Rita,<br> uma mulher foi ameaçada de agressão por seu esposo, tendo que sair de casa na madrugada e ir para casa de parentes. Esta não é a primeira vez que o fato acontece, também sendo proibida por ele de levar os filhos menores. Furtos Foi furtado de uma residência, na Rua N, Berto Círio, um botijão de gás,<br> duas máquinas Maquita, marca Bosch, um carrinho de mão, uma máquina de cortar grama e uma furadeira. Os objetos estavam no interior do pátio. Na Rua 20 de Março, Berto Círio, foi furtado um botijão de gás cheio, que ficava no lado de fora da residência. Em uma casa em Berto Círio, a janela do<br> banheiro foi arrombada e foi furtado de seu interior, um botijão de gás e o valor de R$ 1.600,00. Uma mulher que estava sozinha em casa viu um homem forçando a porta, mais com medo, fugiu para um mato próximo. Um estabelecimento comercial, na Av. Santa Rita, Califórnia, teve uma de suas telhas<br> arrancadas, de onde uma pessoa entrou no local e furtou todo dinheiro que estava no caixa. O prédio de uma secretaria municipal, localizada no Jardim Figueira, foi invadida por ladrões, que furtaram duas cestas básicas, um aparelho DVD e uma máquina de fotos digital. Para ter acesso ao prédio, foi<br> utilizada a janela do banheiro. Data comemorativa Para comemorar os 20 anos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), algumas secretarias e escolas promoveram concurso, palestra, Colaborador desta coluna: Luiz A. Bombardieri bombardieri@hotmail.com encontros e fizeram cartazes sobre o assunto.<br> Houve também seminário discutindo os avanços dos 20 anos da implantação do Estatuto, ?Antes, o menor era apenas o infrator para o estado. Hoje, 20 anos depois, 97% das crianças, entre 7 a 14 anos, estão matriculadas em escolas?, salienta um palestrante. Porém, ainda existem algumas resoluções que<br> precisam ser implementadas, a exemplo da educação básica, que hoje compreende a inclusão de creches nos sistemas de educação de estados e municípios brasileiros. O ECA foi instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990, ela regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes, é um conjunto<br> de normas do ordenamento jurídico brasileiro que tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas, e expedindo encaminhamentos. Mas, apesar das melhorias alcançadas, ainda há muito a ser feito para garantir, de forma eficaz, os direitos das crianças e dos<br> adolescentes do país e proporcionar a eles um futuro melhor. Pensamento: Às vezes as coisas não representam o que parece ser. 651- Edição SITE.pmd 29/7/2010, 20:472

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