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EDIÇÃO DE SÁBADO , 31 DE JULHO DE 2010
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8 - 31 de julho e 1° de agosto de 2010 Novas variedades de uvas para qualificar vinho da região são alvos da Embrapa Giovana Petrocele giovana.petrocele@gmail.com Durante a realização do ?Dia de Campo Vitivinicultura? em Uruguaiana, ocorrido na sexta-feira (30), a Empresa Brasileira de Pes quisa<br> Agropecuária (Embrapa) anunciou o projeto ?Rede de Ciência Tecnológica em Vi tivinicultura?, que será coordenado pela Embrapa Uva e Vinho e contará com recur sos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Financiadora de Estudos e Pro jetos (Finep). A iniciativa tem o objetivo de desenvolver a<br> produção de uvas na região da campanha, aumentando as variedades da fruta para se alcançar a melhor qualidade nos vinhos produzidos, inclusive em Uru guaiana, que já é bem representada pelos produtores que integram a Cooperativa Vi tivinícola Fronteira Oeste (Vinoeste) e tam bém a Associação de<br> Vinhos Finos da Cam panha. De acordo com o chefe da Embrapa Uva e Vinho, Lucas Barrido - que foi um dos palestrantes do Dia de Campo Vitivinicultu ra -, o projeto foi criado em razão da solicita AGRICULTURA Hortigranjeiros de Uruguaiana tem mais qualidadeque os produtos de fora, diz técnico César<br> Fantti cesarfantti@gmail.com O consumidor uruguaianense deve apro veitar os preços mais acessíveis em vigor dos hortigranjeiros folheados porque essa vantagem ainda permanecerá até outubro desse ano. A garantia é do engenheiro agrô nomo do Escritório Municipal da Emater João Carlos Batassini que<br> atribui também melhor qualidade às verduras produzidas no cinturão verde do município, em com paração com os hortigranjeiros trazidos de outras regiões do Estado, a maior parte das hortas de Caxias do Sul, Osório e Por to Alegre. A diferença de qualidade, se gundo o técnico, se deve ao excessivo<br> manuseio dos produtos vindos de fora, da longa distância percorrida durante o transporte e da demora entre a colheita e o consumo. ?O aproveitamento nutricio nal sofre uma depreciação em relação ao produto local que é consumido em pouco tempo?, observa Batassini. No município, 50 agricultores<br> cultivam hortigranjeiros numa área de 20 mil hectares e entre as sumidor uruguaianense com no mínimo 48 horas de atraso e em determinadas cir cunstâncias, essa demora pode chegar a até cinco dias. Batassini diz que a neces sidade de entrega diária nos pontos de venda e a forte vínculo entre o<br> produtor e o comprador, também são aliados dos agri cultores locais. Além disso, as folhosas entre as quais a alface, a couve, a rúcula, a acelga, o espinafre, o agrião e os tempe ros (salsa e cebolinha), são de fácil mane jo, baixo custo de produção e de ciclo mais curto. No verão é possível colher<br> uma nova safra a cada 30 dias e no inverno em 40 dias. O agrônomo alerta que os preços dos hortigranjeiros folheados devem vol tar a subir a partir de novembro até mea dos de abril quando a oferta deverá cair devido à necessidade de o produtor plan tar em ambiente protegido, com maiores custos, e a<br> incidência das altas temperatu ras e dos raios ultravioletas. ção de um grupo de produtores de Uruguai ana e de outras cidades da campanha, que estiveram reunidos na Embrapa Uva e Vi nho, em Bento Gonçalves. Na ocasião ex puseram as demandas de tecnologia e tive ram a idéia de formalizar o pedido de<br> cons truir uma proposta de projeto, visando aten der as demandas regionais. Segundo Barri do, através deste projeto que está sendo implantado, será possível ajustar os siste mas de produção, agregando novas varie dades de uvas nas propriedades de Uru guaiana. Ele aponta que também será estu dado o<br> desenvolvimento geográfico da re gião para qualificar o vinho produzido aqui, valorizando mais o produto. Barrido infor ma que nos vinhedos do município predo mina o cultivo de uvas viníferas (especial mente para a produção de vinhos) das vari edades tannat, cabernet sauvignon, caber net franc e<br> merlot. Diz que apenas o produ tor Gilberto Rossi cultiva uvas americanas das variedades isabel, concord e bordô, que são produzidas para a fabricação de suco. Busca pela qualidade O Dia de Campo em Uruguaiana contou com palestras pela parte da manhã, no audi tório da Associação Comercial e<br> Industrial de Uruguaiana (Aciu), oportunidade em que os produtores ganharam a ?Caderneta do Campo?, um livro onde anotarão os proces sos pelos quais passam os cultivos, desde uso de fungicidas (agrotóxicos) até investi mentos na plantação. Conforme Barrido, com a Caderneta os produtores poderão<br> controlar os gastos, pois no final da safra poderão saber o custo total da produção e utilizarem esse dado para valorizarem o pro duto e, quando necessário, apresentarem ao comprador. À tarde, a prática foi realizada na propriedade rural do produtor Luiz Pe dro Xister. A primeira palestra foi<br> ministrada por Barrido, que falou sobre ?Manejo e Doenças?. Segundo ele, a falta de um con trole adequado nas doenças da videira ain da é o maior problema da produção de Uru guaiana. Na última safra o problema foi agra vado pelas altas precipitações. ?O erro dos produtores está quando pensam que<br> para controlar a doença basta colocar fungici das. Mas existem outros métodos de con trolar que são associados aos fungicidas?, diz. Ressalta que, muitas vezes, a tecnolo gia de aplicação apresenta falhas, com pul verizadores que não estão regulados e aca bam trazendo prejuízos. ?Uma boa produ ção<br> exige aplicação eficiente?, garante. Bar rido diz que é importante o produtor se pro fissionalizar e fazer um bom controle das do enças, retirando restos culturais de safras anteriores, como ramos e cachos mumifi cados, onde o fungo fica alojado. Aconse lha que esse processo seja feito antes das<br> primeiras chuvas de primavera, para não haver novas infecções. Fala também da im portância em aplicar a calda sulfocálcica durante o período de dormência, para erra dicar estruturas de fungos. Lembra ainda que o uso de produtos registrados é im prescindível, da mesma forma que se deve respeitar o<br> período de carência para não ter problemas com os resíduos agrotóxi cos no produto final. O consultor do Se brae, Antônio Santin, falou aos produto res sobre a importância da Poda de Inver no nas Videiras (Poda Seca) para garantir a qualidade das plantas. De acordo com ele, hoje não se fala só em<br> produção, mas em qualidade e é na poda que buscamos con trolar a quantidade de gemas (formação inicial de um ramo) nas plantas, para que possam amadurecer e desenvolver. A épo ca de podagem é entre os meses de julho e agosto, lembra Santin, dizendo que a poda deve ser feita antes do processo de<br> brota ção que ocorre no final de agosto e início de setembro. Desta maneira, diz, haverá o tão desejado desenvolvimento das planta ções. Conforme os técnicos, a qualidade das uvas de Uruguaiana podem ser consi deradas boas e estão se encaminhando para um futuro promissor, pois o município está numa<br> área geograficamente positiva para o cultivo de uvas. Basta um passo para o progresso das produções: a profissi onalização dos produtores. Produtores receberam palestras sobre poda seca, manejo e doenças O produtor Gilberto Rossi exibindo sua Cader neta de Campo GIOVANA PETROCELE/DF vantagens dessa<br> proximidade está o cur to espaço de tempo entre a colheita e o consumo que não ultrapassa 12 horas. Os produtos de fora chegam à mesa do con Elevada oferta deve manter hortigranjeiros produzidos em Uruguaiana mais baratos. IL U ST R A Ç Ã O /D F

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