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revista Vidro Impresso ?? Os rebolos são ferramentas constituídas por diferentes ti pos de abrasivo, conforme o material a que se destinam. De acordo com Flavio Sirotto, da Arbax, existe uma vasta gama de rebolos usados em vidros. ?Os de liga emborra chada, por exemplo, são usados para<br> acabamento. Os de liga fria, para filetar o vidro. Estes são capazes, inclusive, de lapidar e dar polimento numa única operação?, explica. Já os rebolos diamantados são empregados na lapidação e os de feltro destinados ao acabamento final, usados junto com o óxido de cério na produção de<br> bisotês, lapidação reta de tampos e remoção de riscos. Compostos por pó de diamante de diferentes granulome trias, os rebolos diamantados também são responsáveis por dar o formato desejado ao vi dro, e podem ser fabricados em liga metálica e liga resinói de. ?O diamante é o mineral mais duro da<br> natureza, tem uma insuperável resistência à abrasão e um índice de trans missão de calor cinco vezes maior do que o do cobre?, ex plica Paulo Pingnatti, diretor da Dinser, fabricante de fer ramentas diamantadas há 35 anos no mercado. Segundo Paulo, o segmento de rebolos diamantados é um dos que<br> mais crescem no Brasil, fato que se deve, sobretu do, à versatilidade do produto. ?As ferramentas diamanta das para vidro da Dinser são fabricadas em diversas ligas metálicas, com diferentes concentrações e tipos de dia mantes, que se ajustam aos materiais a serem trabalhados?, afirma Juliano<br> Pingnatti, engenheiro mecatrônico da Din ser. Além dos rebolos, a Dinser fabrica brocas, fresas e es careadores de diamante para vidro. Os rebolos diamantados podem ser de desbaste, acabamen to médio e acabamento fino, explica Juliano. Entre as re comendações para aplicação das ferramentas, o<br> engenheiro ressalta a importância de ajustar a rotação necessária para se obter a velocidade de corte, em função do diâmetro do rebolo. ?Além disso, é necessário regular a velocidade de avanço de acordo com a quantidade de rebolos utilizados na operação e inspecionar as flanges, eixos e<br> rolamentos, antes de instalar os rebolos na máquina?, completa. De acordo com avaliação de Pedro Ruiz, da Diamanfer, a evolução e o aumento do consumo de vidros no Brasil foi o principal fator a impul sionar a fabricação de equi pamentos automáticos para beneficiamento, assim como a importação<br> de equipa mentos com tecnologia mais avançada. ?Com isso, a uti lização de rebolos se tornou indispensável no processo de lapidação, antes feito precariamente, por meio de li xas abrasivas, pedras abrasivas, etc. Em muitas aplica ções os vidros eram apenas cortados, sem acabamento?, conta Pedro<br> Ruiz. Especializada em ferramentas para vidro, a Diamanfer pro duz tanto rebolos para lapidar bordas, como brocas, es cariadores para acabamento de furos e discos para corte e recorte manuais. As ferramentas podem ser usadas em má quinas manuais ou automáticas de grande porte. Da lapidação ao<br> polimento As máquinas ?Os rebolos de liga emborrachada, por exemplo, são usados para aca bamento. Os de liga fria, para file tar o vidro. Estes são capazes, in clusive, de lapidar e dar polimento numa única operação? À esquerda, lapidadora retilínea de rebolo copo da linha Victralux para<br> acabamento plano com filetes. À direita, máquina bilateral de rebolos periféricos da Linha Gemini, que permitem lapidar os dois lados do vidro simultaneamente. De acordo com o tipo de rebolo, é possível obter uma lapidação abaulada (meia cana) ou reta com filetes. Ambas fabricadas pela Bottero.<br> Os processos de lapidação e polimento nas máquinas funcionam de forma muito simples: o vidro é preso por uma esteira que o traciona sobre uma série de rebolos, que seguem uma relação ascendente quanto ao tipo de grana, de modo que os primeiros têm grana mais grossa e são, portanto, mais<br> agressivos, para remover qualquer irregularidade na borda. ?Os que se seguem, por serem de grana mais fina, permitem remover os riscos deixados pelos primeiros e preparam a borda para o polimento final, obtido por meio de rebolos com base de borracha ou resina e, nos casos que requerem acabamento<br> mais brilhante, rebolos de feltro e óxido de cério líquido?, explica Ezio Cabib, diretor da Bottero.

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