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EDIÇÃO DE SEXTA-FEIRA , 27 DE JANEIRO DE 2012
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04 GERAL Cachoeirinha, 16 a 31 de janeiro de 2012 Prefeitura, atenden do pedido da CEF, fez o cadastramento de 276 famílias que ocupam as casas Invasores transformam o Chico Mendes em um bairro Um batalhão com pelo menos 120 pessoas, entre funcionários da Prefeitura e forças de segurança, rea<br> lizaram na manhã do últi mo dia 19 o cadastramen to de famílias que invadi ram o loteamento Chico Mendes no dia 30 de no vembro do ano passado, depois de um temporal que castigou a Zona Norte de Cachoeirinha. Segundo o secretário de Cidadania e Assistência Social (SM CAS), Adriano Luz, o tra balho<br> foi realizado para atender solicitação feita pela Caixa Econômica Fe deral, responsável pelo lo teamento popular em par ceria com a Prefeitura. 280 casas estavam em fase final de construção e número preliminares indi cam que pelo menos 270 famílias invadiram as mo radias. O secretário de Ha<br> bitação, Nelson Martini, explica que a Prefeitura in gressou na Justiça com pedido de reintegração de posse, mas não soube di zer se já há uma decisão judicial. Nenhuma das au toridades ouvidas pela re portagem da Tribuna nesta manhã deram algum indi cativo de que as famílias terão de deixar o<br> loteamen to. É possível que a CEF venha a formalizar a venda das moradias aos invaso res. Para realizar o cadas tramento das famílias, a Prefeitura chegou a contra tar 30 assistentes sociais de uma cooperativa. ?Fizemos isso para realizarmos o tra balho com mais rapidez?, explica Luz. A Brigada Mi<br> litar 20 brigadianos para o local e a Guarda Municipal outros 20. A expectativa dos inva sores do loteamento é de que permanecerão em suas casas. A comerciante Lenir Antunes, 37 anos, conta que está inscrita há sete anos para receber uma casa popular. ?Quando a gente viu a invasão, trata mos de<br> garantir o nosso espaço, mas a minha casa, destelhada, continua lá na Canarinho (bairro ao lado)?, revela. Lenir ocu pou duas casas numa es quina. Na primeira, abriu seu comércio. Vende balas, bebidas e tem uma mesa de sinuca. ?Eu espero que a gente consiga ficar aqui?, diz. Lenir mora em uma casa<br> pequena com o mari do e mais seis filhos. Ou tro comerciante é Marco Aurélio de Almeida, 37 anos, que ocupa uma casa com a esposa e mais três filhos. Ele demorou para escolher uma residência e só conseguiu porque um amigo havia ocupado uma casa para a filha, que não gostou. ?Eu estou inscrito no<br> programa pela rua João de Barro, na Canarinho. Graças a Deus que conse gui esta casa e acho que daqui não saímos mais?, destaca. Marco ganha a vida vendendo verduras de carroça. Na casa que con seguiu já fez uma meia água na área frontal, colocou piso e usou telhas compra das de carroceiros que as<br> cataram pela cidade depois do temporal. ?Fizemos uns remendos e deu para corri gir os estragos causados pelo vento.? Na área fron tal da casa ele pretende abrir uma fruteira. ?Já fiz vários clientes no loteamento e a minha mulher pode ficar aqui de dia enquanto eu saio pela cidade para fazer mi nhas<br> vendas?, explica. Os invasores reforma ram as residências que ti veram os telhados danifica dos pelo temporal. Todas as residências foram numera das pela comissão de mo radores e as ruas possuem placas com denominação. A energia elétrica nas ca sas foram puxadas da rede que a RGE já havia instala<br> do. Segundo o secretário Martini, o padrão das liga ções segue o determinado pela RGE. ?Parece que al guém fez isso para eles e pelo que ficamos sabendo cobraram R$ 100,00 de cada residência?, conta. Medidores de energia, con tudo, não foram instalados. A água é obtida de tornei ras públicas. Parte<br> da rede da Corsan já estava pronta e os moradores fizeram uma ligação clandestina para criar as torneiras pú blicas. As reformas e am pliações continuam. Muitas residências já estão com cerca de madeira e outras com muro. Há moradores  ROQUE LOPES que já construíram uma cal çada e outros que<br> pintaram a frente da casa. A domés tica Cristiane dos Santos, 33 anos, inscrita há dois anos no programa habita cional, invadiu uma casa com suas três filhas. Nes ta manhã conversava com um pedreiro que tem feito cercas e muros no bairro. ?A minha patroa quer me ajudar e eu quero fazer um muro para<br> dividir o meu pá tio dos vizinhos?, conta. O orçamento chegou a R$ 1.190,00 de material de construção. A mão-de-obra custará R$ 900,00 e o pe dreiro fará um parcelamen to a longo prazo, segundo ela. ?Agora eu vou conver sar com a minha patroa para ver como ela pode me ajudar?, disse. Se quiser fazer<br> uma cerca simples de madeira, o custo cairá bas tante. No orçamento rece bido o investimento em material será de R$ 220,00 e a mão de obra fica em R$ 100,00 podendo ser paga em duas vezes. Casas foram reformadas e outras estão sendo ampliadas Água é obtida em torneiras públicas Mais um bar sendo<br> construído Fotos Roque Lopes| JTC

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